sábado, 24 de outubro de 2009
A Bela Rosa (O Pequeno Príncipe) - 25/10/2009
Distantes, parecendo deprimido?
Os teus cometas, astros estrelares,
São cacos de planetas repartidos.
Então, fugirás, príncipe pequeno,
Na estrela de caminhos tão cadentes?
Tu irás partir, sem gestos, sem acenos...
E sem dizer o que houve com a gente?
Prometo que não vou nunca mudar,
Em pétalas de rosas e em carinhos,
Em doces cheiros de doces espinhos.
Eu vou ficar aqui, vou ainda te amar,
Em meio destes baobás, em meu cantinho,
Aqui vou estar, sempre a te esperar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Buraco Negro - 17/10/2009
Navego pelo curvo tempo e espaço...
Nos espaços delirantes de teus braços,
No tempo não passado e inexistente,
Mas nunca esquecido de nossas mentes.
E quando me vi em teus carentes gestos,
Eu tive um medo negro e controverso,
Fugi de mim mesmo e de todo resto,
Bebendo então, todo o éter do universo.
Não posso mais conter a gravidade,
Que toma conta de meu corpo frio,
Ficando cada vez mais, mais vazio.
Agora eu peço que não toque em mim,
Pra que eu não faça em ti alguma maldade,
Pra que eu não seja o início de seu fim.
sábado, 26 de setembro de 2009
Amo-te Pra Sempre - 27/09/2009
Meus puros sentimentos são sinceros
Ouvidos em arranjos mais esmeros
Te amo em eterno tempo e mais além.
Eu te amo, com palavras verdadeiras
Palavras que não podem expressar
Rasgadas em lágrimas derradeiras
Assim, e para sempre, vou te amar.
Sem medo, sem receios e sem temor
Eu vou, com muito mais zelo e cuidado...
Muito mais atenção, e nenhuma dor.
Pra sempre, no meu tempo que é me dado,
Restando ainda em meu corpo este calor,
Eu vou te amar com muito mais amor.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Simples Sentimentos
Sendo ela, a fonte própria dos desejos,
Que se sente no obscuro coração,
No mais profundo anseio pelo os teus beijos?
Tu podes aceitar o hades e as chamas,
Em troca de bouquet de lírios alvos,
Trocar o teu estado seguro e salvo,
Por pálidas canções pra quem não te ama?
Então foges de mim, foges com pressa,
Como um grito abafado sai do peito.
Não quero mais ouvir as tuas promessas.
Nem quero te ver, desse mesmo jeito,
Enferma e despojada do teu leito,
Amando quem por ti não se interessa.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Termo de Belinha
Num tempo velho e simples de momentos...
Sem lágrimas e sem faces coradas.
Estava assim, coberto pelo o nada.
Até que vieste a mim em formosura,
Num cândido vitral todo espelhado,
Que toca a minha face negra e escura,
Com beijos de amor tão enamorados.
A tua felicidade, o que preciso,
E os dons que tens e os teus lhanos sorrisos,
São belos, são serenos e são lindos.
E mesmo que não mais que de repente,
Estejas tu, na minha voz ouvindo,
Sussurros que a minha alma agora sente.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Última Noite – 02/04/2007
De chuvas de trovões de tempestade,
No qual ele fugiu da humanidade
Levando só a sua própria vestimenta.
Para ele nada mais tinha sentido,
E quanto mais fugia, mais nada havia.
Nem seu corpo, nem sua alma se sentia,
Sentia somente um ser fraco e ferido.
Porém, no meio daquela ventania,
Caiu sobre ele uma densa sonolência,
E um túmulo foi a sua cama macia.
E um dia depois daquela sua vivência,
Abriu os seus olhos ainda na dormência,
E viu que jamais houve um novo dia.
segunda-feira, 5 de março de 2007
Multidão
Disposta a macular os meus ouvidos,
Com frases complicadas e dementes,
Em cânticos, em formas de gemidos.
Vou para nunca mais querer voltar.
E mesmo que os caminhos sejam retos,
Os meus bons pensamentos incompletos
Irão comigo, não posso esperar.
No oásis do silêncio dos desejos,
Fartura para quem está por perto.
Tem pão, tem água e gelo no deserto.
Somente nas areias brancas e quentes,
Eu lembro-me daquilo que eu almejo,
Estar na companhia de almas silentes.