quarta-feira, 13 de junho de 2007

Termo de Belinha

Eu estava aqui em ausente sentimento,
Num tempo velho e simples de momentos...
Sem lágrimas e sem faces coradas.
Estava assim, coberto pelo o nada.

Até que vieste a mim em formosura,
Num cândido vitral todo espelhado,
Que toca a minha face negra e escura,
Com beijos de amor tão enamorados.

A tua felicidade, o que preciso,
E os dons que tens e os teus lhanos sorrisos,
São belos, são serenos e são lindos.

E mesmo que não mais que de repente,
Estejas tu, na minha voz ouvindo,
Sussurros que a minha alma agora sente.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Última Noite – 02/04/2007

Foi numa noite escura e de tormenta,
De chuvas de trovões de tempestade,
No qual ele fugiu da humanidade
Levando só a sua própria vestimenta.

Para ele nada mais tinha sentido,
E quanto mais fugia, mais nada havia.
Nem seu corpo, nem sua alma se sentia,
Sentia somente um ser fraco e ferido.

Porém, no meio daquela ventania,
Caiu sobre ele uma densa sonolência,
E um túmulo foi a sua cama macia.

E um dia depois daquela sua vivência,
Abriu os seus olhos ainda na dormência,
E viu que jamais houve um novo dia.

segunda-feira, 5 de março de 2007

Multidão

Vou para um lugar onde não há gente...
Disposta a macular os meus ouvidos,
Com frases complicadas e dementes,
Em cânticos, em formas de gemidos.

Vou para nunca mais querer voltar.
E mesmo que os caminhos sejam retos,
Os meus bons pensamentos incompletos
Irão comigo, não posso esperar.

No oásis do silêncio dos desejos,
Fartura para quem está por perto.
Tem pão, tem água e gelo no deserto.

Somente nas areias brancas e quentes,
Eu lembro-me daquilo que eu almejo,
Estar na companhia de almas silentes.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Nada Para Sonhar

Cansado de ficar em minha casa,
De sempre me sentir tão protegido,
Queria voar para um céu desconhecido,
A algum lugar que cure as minhas asas.

Mas, meus saltos pequenos e inseguros
Não podem alcançar nas frias alturas,
As noivas nuvens, pálidas e puras,
Dos meus suspiros trágicos e escuros.

Então, me canso desta realidade,
E busco novamente o mesmo abrigo,
A algoz utopia do éter da verdade.

E tento novamente esmorecer
Distante do calor de um bom amigo,
Da amante fantasia do meu viver.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Mais um Poema - 19/02/2007

Dedico a tua alma, um gesto de carinho,
Em versos delicados e sem fim,
Que sejam como rosas no caminho,
Na estrada que te traz pra junto a mim.

A ti, quero compor finos sonetos,
Palavras, rimas, versos e canções,
Compor quadras, e líricos tercetos,
Que invadem a tua mente de paixões.

És tu, a donzela amada neste poema,
Princesa bela, mais do que perfeita,
A nobre inspiração destes fonemas.

No amor latente, és a minha eleita,
A minha paixão, a minha dor silente,
A minha solidão que não se sente.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O Criador de Bonecos – 18/02/2007

Um homem, um ancião de olhar profundo,
Possui o dom de criar bonecos belos,
Fantoches que são mudos para o mundo,
Mas são como os amigos mais singelos.

Ninguém pode entender a sua paixão
Por rudes marionetes de madeira,
Será que caducou o seu coração...
Na falta de uma vida verdadeira?

Mistério que há, nas rugas de sua face,
Assim como há, revolta e solidão.
Conquistas de amizades que se vão.

_Ah! Minha trama sem um desenlace,
Meu teatro de bonecos eloqüentes,
Fantoches que são muito mais que gentes.