segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Nada Para Sonhar

Cansado de ficar em minha casa,
De sempre me sentir tão protegido,
Queria voar para um céu desconhecido,
A algum lugar que cure as minhas asas.

Mas, meus saltos pequenos e inseguros
Não podem alcançar nas frias alturas,
As noivas nuvens, pálidas e puras,
Dos meus suspiros trágicos e escuros.

Então, me canso desta realidade,
E busco novamente o mesmo abrigo,
A algoz utopia do éter da verdade.

E tento novamente esmorecer
Distante do calor de um bom amigo,
Da amante fantasia do meu viver.

domingo, 18 de fevereiro de 2007

Mais um Poema - 19/02/2007

Dedico a tua alma, um gesto de carinho,
Em versos delicados e sem fim,
Que sejam como rosas no caminho,
Na estrada que te traz pra junto a mim.

A ti, quero compor finos sonetos,
Palavras, rimas, versos e canções,
Compor quadras, e líricos tercetos,
Que invadem a tua mente de paixões.

És tu, a donzela amada neste poema,
Princesa bela, mais do que perfeita,
A nobre inspiração destes fonemas.

No amor latente, és a minha eleita,
A minha paixão, a minha dor silente,
A minha solidão que não se sente.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O Criador de Bonecos – 18/02/2007

Um homem, um ancião de olhar profundo,
Possui o dom de criar bonecos belos,
Fantoches que são mudos para o mundo,
Mas são como os amigos mais singelos.

Ninguém pode entender a sua paixão
Por rudes marionetes de madeira,
Será que caducou o seu coração...
Na falta de uma vida verdadeira?

Mistério que há, nas rugas de sua face,
Assim como há, revolta e solidão.
Conquistas de amizades que se vão.

_Ah! Minha trama sem um desenlace,
Meu teatro de bonecos eloqüentes,
Fantoches que são muito mais que gentes.