sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Buraco Negro - 17/10/2009

Navego pelo curvo tempo e espaço...

Nos espaços delirantes de teus braços,

No tempo não passado e inexistente,

Mas nunca esquecido de nossas mentes.


E quando me vi em teus carentes gestos,

Eu tive um medo negro e controverso,

Fugi de mim mesmo e de todo resto,

Bebendo então, todo o éter do universo.


Não posso mais conter a gravidade,

Que toma conta de meu corpo frio,

Ficando cada vez mais, mais vazio.


Agora eu peço que não toque em mim,

Pra que eu não faça em ti alguma maldade,

Pra que eu não seja o início de seu fim.

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